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5 mitos sobre concursos das áreas Fiscais

De antemão, sabemos que a área Fiscal é uma das mais desejadas. Isso porque os concursos das áreas Fiscais têm diversos atrativos. Por exemplo, os salários altos e a possibilidade de qualquer pessoa com ensino superior completo poder fazer praticamente todos.

Por outro lado, se são muitos os motivos para fazer um concurso Fiscal, muitas vezes o futuro servidor coloca na sua cabeça vários motivos para nem tentar. Como a concorrência alta, a quantidade de matérias, acreditar que a carreira não é para si, que não tem o perfil, entre várias outras.

É normal sentir medo, principalmente diante da perspectiva de uma mudança tão grande na vida. No entanto, isso não deve ser um impeditivo para te fazer desistir de um sonho.

Neste post, listaremos 5 objeções comuns que os futuros servidores têm em relação aos concursos das áreas Fiscais. Será que alguma delas está te impedindo de estudar?

Os concursos das áreas Fiscais têm diversos atrativos

Os concursos das áreas Fiscais têm diversos atrativos, como altos salários e exigência de nível superior em qualquer área para alguns cargos (Foto: Pixabay)

1# Preciso ser de Exatas para fazer os concursos das áreas Fiscais

Provavelmente, esse é um dos motivos que mais afasta os futuros servidores dos concursos das áreas Fiscais. De antemão, o candidato já pensa que só pode participar da seleção se já tiver alguma experiência correlata.

Seja por acreditar que só as pessoas que têm essa vivência passam, seja por acreditar que nem tem chance perto desses concorrentes.

Antes de tudo, a maior parte dos concursos das áreas Fiscais é para quem tem ensino superior em qualquer área. Ou seja, a sua formação não interfere em nada na hora da prova.

Inclusive, vir de uma área mais distante pode ser até mesmo positivo. A afirmação é do auditor-fiscal da Receita Federal e professor da Folha Cursos, Roberto Caparroz.

Isso porque, muitas vezes, quem começa do zero tem a possibilidade de construir uma base mais sólida, já que não tem a sensação de conhecer uma ou outra matéria. É como preencher uma folha em branco durante os estudos.

Na época em que deu aula para alunos para carreiras fiscais, o professor Alexandre Prado também reparava que os colocados vinham justamente de áreas muito divergentes.

Portanto, dentistas, advogados, professores, engenheiros, médicos, entre outras profissões: todos são muito bem-vindos nos concursos das áreas fiscais!

2# Não tenho tempo para estudar tantas matérias

Em seguida, ao perceber que os concursos das áreas Fiscais podem ser para qualquer um, a segunda resposta da autossabotagem é a quantidade de matérias.

De fato, são muitas disciplinas. Mas não é nada que uma boa organização não possa resolver.

Antes de tudo, você precisa compreender a quantidade de tempo que tem disponível para estudar. Depois, fazer um cronograma realista dentro desse quadro, para evitar a frustração. Assim, segui-lo com afinco e, se necessário, fazer adaptações.

Aqui, o importante é ser honesto e se propor a estudar no tempo que você tem.

Por exemplo, em um edital com 12 matérias, a quantidade de disciplinas que serão estudadas por dia depende de quanto tempo o futuro servidor dispõe.

No caso de alguém que possui oito horas, a professora da Folha Cursos, Luciane Sartori, recomenda distribuí-las em três dias, com 50 minutos de estudo para cada. Além disso, sempre manter um planejamento diversificado entre as disciplinas. Ela sugere:

  • Três dias de estudo
  • Dois dias de revisão
  • Um dia para descanso
  • Um dia para simulados

Na hora de decidir por onde começar a estudar, a dica do professor Roberto Caparroz é começar por Direito Tributário, Direito Administrativo e Direito Constitucional. Exatamente nessa ordem de importância. Somadas a elas:

Mitos fiscais

3# É impossível passar nos concursos das áreas Fiscais

Ninguém disse que seria fácil, não é mesmo? Mas essa, definitivamente, não deve ser uma objeção. Pelo contrário. Afinal, difícil é bem diferente de impossível.

A princípio, uma das coisas que mais chama a atenção são os altos salários, seguido pela formação de qualquer área. Consequentemente ao número de pessoas que procuram o concurso por esses motivos, bate a sensação de que é impossível ser aprovado.

Nesse contexto, o que o futuro servidor precisa entender é que, por ser um concurso concorrido com muitas matérias, ele exige em média dois anos de estudo até a aprovação.

Logo de cara, pode parecer muita coisa. Mas a dica do professor Roberto é encarar os estudos para a área Fiscal como uma pós-graduação ou um mestrado.

Da mesma forma que as pessoas passam dois anos estudando para se especializarem em suas carreiras e ganharem um salário maior, o mesmo vale para quem quer ingressar na área Fiscal.

Em resumo, serão dois anos com ganhos excelentes para o resto da vida.

Portanto, não é que seja impossível, mas não significa que será fácil.

4# Só existe o concurso da Receita Federal

Em um primeiro momento, ao pensar nos concursos das carreiras Fiscais, o único órgão que vem à mente do futuro servidor é a Receita Federal.

De fato, é um concurso muito importante, concorrido e com ganhos excelentes. Mas se engana quem pensa que é a única possibilidade na área Fiscal.

Segundo levantamento feito pelo professor da Folha Cursos, Eugênio Montoto, nos últimos seis anos, aconteceram 579 concursos das áreas Fiscais.

Mesmo com a pandemia do Coronavírus, só em 2020 foram 35 concursos, para uma média anual de 97 concursos nas áreas Fiscais.

Portanto, a Receita Federal está longe de ser a única oportunidade na área Fiscal.

Uma das grandes vantagens da carreira é que, apesar da imensa quantidade de matérias, os estudos podem ser aproveitados para outros concursos, como as Secretarias de Fazenda estaduais e municipais, com pequenas variações. O mesmo vale para a área de Controle.

Por esse motivo, sempre tem algum concurso Fiscal acontecendo. Às vezes, mais perto do que você imagina.

5# A concorrência é muito grande

Que os concursos das áreas Fiscais chamam muito a atenção é um fato. Por consequência, eles também têm um grande número de inscritos. Mas, concorrência não é a palavra certa para definir todos que se inscrevem para a prova.

Nesse contexto, o professor Alexandre Prado divide os candidatos em três grupos:

  • Inscrito
  • Candidato
  • Concorrente

Os inscritos, como o próprio nome diz, são aqueles que se inscreveram para fazer a prova. Já os candidatos, os que de fato aparecem para fazer o exame. Por fim, os concorrentes, os que realmente se preparam.

Portanto, o importante é ter uma preparação forte o suficiente para estar nesse último grupo. Pensar assim já diminui bastante a ideia de que você está concorrendo com muitas pessoas, não é mesmo?

Por outro lado, requer ainda mais atenção na sua preparação. Afinal, você está estudando justamente para entrar na briga pela tão sonhada vaga.

Como está a sua preparação para os concursos das áreas Fiscais, futuro servidor? Continue acompanhando o Blog da Folha Dirigida para dicas de preparação para as mais diversas carreiras públicas!

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